sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Lua seca,
Lua murcha.
Aonde vais?
Tuas estrelas já não brilham mais.

Lua bonita,
Lua sentida.
Aonde vais?
Cadê o sol que não te acende mais?

Lua penosa,
Lua pesada
Lua cadente,
Lua acabada.
Cadê teu brilho que não acende mais?

Nuvem negra, impiedosa
Tiraste da Lua o Mundo,
e o mundo já não vê Lua.

Nuvem negra, impiedosa
Lua já não toca o céu
Lua já não pisa o chão

Lua pequena,
Lua serena
E agora, aonde vais?
Será da terra ou será do sonho, que tu irás atrás?

Vermelho e verde são as cores da nostalgia

Em cima do carro um prédio ao longe treme de calor. Tudo está como sempre, exceto a cabeça e as cores. Vermelho e verde são as cores da nostalgia. A parede vazada da quadra esportiva causa um choque inesperado. O que se sentir, o que se pensar? Nada? Tanta coisa que falta, tanto buraco. Em que tombo me esqueci? As cores da igreja estão ainda fracas. Os pombos voam nas sombras dos abutres. No olhar de quem me perdi? Tanto desprezo sem razão... Será que tantos assim estão errados ou eu estou errada tanto assim? Acreditava ainda ontem naquilo. Mas é mais fácil uma pessoa estar na contra-mão do que o mundo inteiro... Moral, princípios, ética, amor. Tudo desembocando num mar escuro e denso. Há um navio petroleiro logo ao lado e eu afogo em meio à riqueza afundada. O amor me traiu e eu odeio o amor. Tudo está errado e tudo o que se pode fazer para consertar está errado. Afundar de vez ou tentar nadar contra as ondas e o óleo até uma ilha. Pra quê? Sombra e água fresca paliativos chega disso. Fé, sonhos, auto-estima, amor. Tudo evaporado sob o sol impiedoso. Boiar ou morrer. Boiar, ou morrer.

sábado, 1 de novembro de 2008

me sinto uma pessoa horrível,
novamente.
"tu te tornas eternamente responsavel por aquilo que cativas"
ah, eu poderia esfregar isso na cara de tanta gente.
mas que pessoa hipócrita eu seria, não?...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

alê.

A orelha de vovô é bem grande mas quase não escuta. Casas Freitas não existe, é Casa Freitas. Casa Freitas lembra plástico. O surreal é cotidiano, o cotidiano é surreal. Aula de literatura ensina o mundo. A filha do catador de lixo levada na carroça. É melhor enxugar por fora que secar por dentro. A caneta desacelera o pensamento e põe ordem na cabeça, ou o pensamento acelera a caneta e desordena o papel. A ocasião faz o ladrão. As distâncias somavam a gente para menos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

É duro demais aceitar que quem se amava está morto. É duro demais vê-lo respirando, sorrindo -vivendo, enfim- em sua frente e, ao mesmo tempo, sabê-lo morto. Ver sua carcaça e não reconhecer sua alma. É simplesmente algo terrível.
De repente conseguir vê-lo por outra ótica, como se nunca o tivesse conhecido - e perceber a pessoa desprezível em que se tornou. Bem, aí tudo fica mais simples. "Eu é que não quero alguém assim perto de mim", e pronto. Mas aí logo depois a mente confusa embaralha tudo, e vê no rosto de sempre a alma de sempre, e pensa "puxa vida como fomos chegar a este ponto?", "tem que haver algo que se possa fazer". E a voz da razão martela no ouvido apoiada com os conselhos dos outros: "conforme-se, ele morreu.". E o consciente pondera "é, ele nunca vai voltar a ser o que era antes" e o inconsciente chora. Quero de volta quem amei. Por que todos têm de ir embora? Cale a boca, não seja ingrata. Há tanta gente que te quer bem. Mas cada pessoa é única, você sabe. Por que justamente as quais eu depositei mais confiança tinham de me abandonar? Um eu nunca conheci, e é melhor mesmo que tenha ido embora, apesar de que não precisava ter ido de forma tão traumática. O outro, ainda estou em dúvida se também nunca o conheci ou se ele mudou completamente (morreu, enfim). Seja qual for o certo, desvalorizou-se um relacionamento que foi tão duradouro e que parecia tão bonito. Agora todo o resto parece sem sentido. Se for para chegar onde cheguei, eu que não quero mais saber disso. O terceiro, bem..o terceiro é outra história.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

oi q

Acho que pela primeira vez na curta história deste blog eu venho aqui não pra desabafar, mas por simples e pura vontade de escrever. Mas azar, o blog é MEU e os propósitos dos posts não importam! ROAAR!! [possessiva extrema mode off]





aiai..queria saber escrever coisas bonitas. ;-;'


digo...OLIA, uma lua cadente!



mas tá, não caí ainda. estou tentando não cair. tropeço de vez em muito, mas é bom saber que há alguém lá pra me segurar, pelo menos por enquanto. tenho ódio e trauma de pessoas traumatizadas. acho que isso é o que me faz lutar contra esse bicho que me come por dentro. mas, no fundo, acho que não confio mais em ninguém. gato escaldado tem medo de água fria, é verdade. mas te odeio e me odeio mil vezes mais quando penso que por sua causa estou virando o tipo de pessoa que eu detesto. mas tudo bem. meu orgulho tá acostumado a ser pisado mesmo e eu vou tentar quantas vezes for preciso pra recuperar a confiança nas pessoas. mesmo que eu leve mais umas boas na cara. mesmo que eu confunda muitas vezes um gesto simples com um motivo pra decepção. mesmo, mesmo. farei de tudo, mesmo que me maltrate. porque dessa vez eu não tô lutando por você, dessa vez eu tô lutando por mim.

ps: é, acho que é o que me move a vir aqui no final das contas. nó na garganta que se traduz em letras..

domingo, 7 de setembro de 2008

you broke your promise, you broke my heart. do you even care?
você não pode machucá-la nem em pensamento, mas pode me machucar repetidamente
por que?
acaso o contrato-namoro vale mais do que o contrato-amizade?
e o que mais dói é saber que não te dói.